Como uma personagem de livro que tem a vida perfeitamente planeada pelo autor pensei tambem ter a minha, planeada por mim. vejo-me agora desamparada por não saber se parar de sentir ou lutar pelo que sinto mesmo sabendo que não irá correr bem, o autor poderia tentar e mesmo que não desse certo a personagem sofria mas o final seria feliz, agora e aqui sou eu que sofro pela indecisão. Se por um lado está o seguro de não arriscar e continuar a esconder o sentimento que tão explicito está no meu olhar não interpretado, pelo outro está o querer poder abraçar e demostrar o que sinto. Esta indecisão consome-me, sufoca-me que quase mata. Toda a minha insónia tem tanto de ti, toda eu tenho de ti aquilo que nunca tive, um tanto nada. És um quase nada tão tudo em mim é estranho quase que estúpido porque com tao nada como tu eu fazia o mundo. Tu e eu tão juntos gostei que repeti, são dois pronomes tão nós que até gostava que estivéssemos assim, não é para acontecer, porque nada em ti sou eu um nada cheio de ti. Toda eu me contradigo e contínuo porque não sei se te amo porque te odeio ou se te odeio por tanto te amar. Tão vazia de tudo e tão mais cheia dos teus silêncios.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
O vazio.
E aquela frase parecia o titulo da minha vida ‘estou tao cheia de me sentir vazia’. Tão eu. Não serei eu capaz de me sentir vazia com tanto? Mas que tanto é esse? Um tanto nada, meu tudo que me deixa tão cheia. O vazio está a consumir-me, já não suporto o tao triste do meu riso, o falso brilho nos olhos. Acredito que não haja nada pior que não sentir e querer. As borboletas na barriga, as pernas a tremer e os calafrios de uma paixão, os abraços apertados repletos de proteção, o ciume miudinho.. tudo tão fácil de sentir mas o mais difícil são aqueles olhares intensos, aqueles sorrisos envergonhados, o sentir-se pertencente a alguém e o mais incrível, nem notar o quão apaixonado se está mesmo com aquele sorriso bobo estampado na cara, mesmo a noite não tendo sono porque a realidade é melhor que o sonho, mesmo quando aquele ‘bom dia’ transforma um dia normal num de entre tantos especial porque aquela pessoa nos tem no pensamento.. Oh e quando isto não acontece, quando não somos especiais, ai a gente caí, agarra o urso de peluche e chora no colo quase implorando para que alguém repare que um carinho faz falta, pior é que ninguém vai reparar mesmo tu gritando ao mundo o tão mal que estás, nem aquela amiga se vai preocupar contigo como tu te preocuparias se ela assim estivesse. Limpas as tuas lágrimas como limpaste as dos outros e queres fechar os olhos, eu quero, e o meu pestanejar é de quase 5 minutos e revejo o quão vazia eu estou, aqui deitada no colo do peluche a chorar incontrolavelmente e a querer e sonhar porque no sonho tudo pode acontecer ate o vazio virar tao cheio desejado. Falta-me aquele ‘boa noite, ate amanha’ tão simples que parece, e a tamanha falta que faz ao ponto de eu esperar por ele mesmo sabendo que não vai chegar, eu espero e vou dormindo de meia em meia hora e verifico se alguém se preocupou em lembrar-se de mim. Aquele ‘bom dia’ brilhava em qualquer dia de chuva e mais que o sol esse brilho não chega mais, mas eu espero exatamente no mesmo sitio que antes, só que agora amor, eu sei o quanto doi a ida e sei que se voltar um dia se vais e vai doer mais. Um só beijo cura toda a minha dor. Quero aquele carinho, preciso daquele amor. domingo, 4 de agosto de 2013
Pedaços de ti
tantos detalhes de ti que perdi. as tipicas desculpas meu amor: o tempo, a distância. oh, como sinto a tua falta! e o pior é que tu não sabes. não me permito a mim mesma que saibas os pedaços de mim que sempre quiseste rejeitar, simplesmente não te interessa. eu tenho tão pouco teu... não passam de memórias, datas, momentos, palavras e olhares. ainda me recordo desse intenso olhar, sei saber como estás atraves dele, sei-te tão bem, ou talvez tenha sabido, já não faz mais sentido dizer um presente quando os pedaços que guardo de ti são exclusivamente do passado. sei que de mim pouco guardas, tens o meu bem mais precioso de mão beijada e rejeitas, frequentemente. mesmo depois dessa rejeição e mesmo que penses que mundo de amor do dia para a noite, o meu amor só e unicamente te pertence! como poderia ele pertencer a outra pessoa? era o teu olhar que eu conhecia melhor do que me conheço a mim própria, era contigo que eu discutia pelas coisas mais parvas, era a ti que eu contava os meus sonhos para um dia realiza-los junto contigo. olha meu amor, sei eu bem que és feliz no teu mundo, sem os meus detalhes, sem o meu olhar. não vou permitir depender do teu olhar para viver.
fazes-me falta, urso.
meu amor, estas são as palaras que eu nunca te direi.
fazes-me falta, urso.
meu amor, estas são as palaras que eu nunca te direi.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
meu sol
Este sentimento de falta está sempre em mim. Quase como na praia, quando falta o sol, ela está lá, linda, mas não brilha. O meu inverno está a prolongar-se demasiado, o vento continua forte, tanto que leva de mim tudo o que eventualmente traga, as flores não reapareceram, não há borboletas, ficou tudo cinzento sem brilho, sem sol. O cinzento traz-me nostalgia, carencia. De mãos e pés atados, penso e repenso o que fazer, continuar neste inverno gelado ou abrir as portas à primevera para o sol entrar? Pensado eu que é uma questão de escolha, mas não é, não há nada que pensar, mesmo que a primevera entre na minha vida, será cinzenta, triste, nostalgica tal e qual como o inverno e como a praia porque sem sol não há alegria, não há cor, nem borboletas, não há sorrisos rasgados nem voltade de viver, porque sem o sol tudo o que resta sou eu, e eu sozinha sou triste, sou carente, sou um eu rejeitada pelo meu sol que me dá todo o brilho que eu possa ter, sou eu acabada. Só queria que o sol reaparecesse e quase sem eu dar por nada me devolvesse o brilho da vida, dos dias, me fizesse ver que as borboletas são livres e coloridas, mas que eu sou mais colorida ainda que elas, alguem que saiba o significado de amar, que saiba ser sol e lua, que se disponha para ser o mundo. sem isso sou eu acabada, eu não amada. sem o sol, não sou nada.
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