sábado, 26 de julho de 2014

preciso de um sentido

questionei uma vez mais toda e qualquer razão para me manter aqui, viva, presa e sozinha. pensei que pesando os prós e os contras talvez me mantive-se motivada para continuar nesta mesma melancolia da minha vida. Pensamento errado, não há prós. baixei os braços como sempre, deitei-me e agarrei na almofada tão farta de mim, mais do que eu própria ela suporta as minhas lágrimas. olhei pela janela e vi que estava nevoeiro cerrado, levantei-me e fui observar para a janela, caia orvalho apressadamente, comparei-me aquele tempo cinzento e frio. o meu plano para hoje era ir jantar fora, nos Aliados e estranhamente apetecia-me algo do Mcdonald's e a seguir diambolar pelo Porto, fotografar.  imaginava eu todo esse cenário ao olhar para a rua sem saida, sem pessoas, sem luz. não passava de um plano não concretizável. falta-me essa liberdade de poder ir. oh, faltar por faltar há muita coisa que falta em mim, principalmente eu. sinto a minha falta hoje. deixei-me corroer pela dor de estar sozinha, pelos não sentimentos que sinto e pelos planos inconcretizáveis que imagino aqui.
é tudo tão sem brilho, sem sentido. e é no escuro que permaneço à espera de um dia de sol, de um convite da vida com destino à felicidade com o brilho que alguém me trouxe um dia, levou de mim e não teve mais volta na minha vida.
Perdida e sem rumo, numa espera desesperante de tudo.