sábado, 8 de fevereiro de 2014

A ti, D.

Nunca sei começar, nunca soube e isso foi provado uma vez mais. Tiveste que ser tu. É sempre mais difícil começar, quase tanto como acabar. Agora é uma evolução contínua e diária que já faz parte de mim e dizer que sem ti o meu dia quase nem tem sentido soa a clichê mas a verdade é essa. Eu tentei, mas o que disse que não iria acontecer aconteceu. Habituei-me a ti, lembro-me de comentar com alguém que tinha 'medo', talvez de ti porque no fundo já me tinhas sido tanto e já tinhas sido nada. Tinha medo do que tu eras mas mais medo tinha do que poderias ser para mim porque eu estava ciente que possivelmente irias voltar a ocupar o lugar que nunca deixou de ser teu, eu só tinha medo por mim, porque no fundo eu estava aqui e tu vinhas e quase sem explicação tirarias o significado do resto das pequenas coisas da minha vida. Porque tu és gigante, em mim. Tirarias a graça de um bom sorriso porque aqueles que sairiam por tua causa seriam os melhores. Tirarias a graça de todas as outras amizades porque a tua era a única da qual eu precisava. E como sabia eu que isso ia acontecer? Não é preciso muito, basta saber o teu efeito em mim. Sempre foi esse! O meu medo era só o aviso porque apesar de seres tão gigante poderia eu tão pequenina não caber em ti. Iria ser doloroso mais uma rejeição, sei que provavelmente atingiria os meus próprios limites de dor. Partilho contigo todos os meus sentimentos, sabores e dissabores da minha vida, partilho-me contigo e fico feliz por saber que é uma partilha mútua. Tranquiliza-me. Mesmo precisando estupidamente de ti no meu dia não deixa de me tranquilizar porque te tenho.
Entrelinhas saem as lágrimas e os sorrisos, aqui fica o testemunho de que as coisas que foram feitas para estar na nossa vida, podem ir mas voltam. Aqui fica um enorme obrigada por teres começado, por não teres acabado e por estares. Por sentires. Por te partilhares. Porque tu és do melhor de mim e porque amizade não sei agradece, retribui-se!

Preciso-te

queria sorrisos completos, não só o mostrar dos dentes ou uma gargalhada momentanea mas sim um sorriso constante como sendo a demosntração mais logica para a felicidade que trago. queria abraços nao so de corpo mas sentidos, que protejam. tanto que queria que me relembrei aquele dia em que o abraço foi a melhor coisa que podia ter acontecido, sorrimos que nem doidos e um beijo na testa com todo o significado do ‘vai ficar tudo bem, estou aqui’ tem, tao especial que inconcretizavel esta imaginação que talvez fosse tudo o que eu precisasse. talvez um pouco mais de preocupação, um olhar que me transmitisse paz ja era suficiente mas em vez disso há os olhares por coincidencia, a falta de interesse que acho que chegam para perceber que não vales a pena. porque se tu não te importas, eu importo o dobro. mas coração que bate por dois cansa rápido, que assim seja. assim desejo.

Nada tanto tudo

Como uma personagem de livro que tem a vida perfeitamente planeada pelo autor pensei tambem ter a minha, planeada por mim. vejo-me agora desamparada por não saber se parar de sentir ou lutar pelo que sinto mesmo sabendo que não irá correr bem, o autor poderia tentar e mesmo que não desse certo a personagem sofria mas o final seria feliz, agora e aqui sou eu que sofro pela indecisão. Se por um lado está o seguro de não arriscar e continuar a esconder o sentimento que tão explicito está no meu olhar não interpretado, pelo outro está o querer poder abraçar e demostrar o que sinto. Esta indecisão consome-me, sufoca-me que quase mata. Toda a minha insónia tem tanto de ti, toda eu tenho de ti aquilo que nunca tive, um tanto nada. És um quase nada tão tudo em mim é estranho quase que estúpido porque com tao nada como tu eu fazia o mundo. Tu e eu tão juntos gostei que repeti, são dois pronomes tão nós que até gostava que estivéssemos assim, não é para acontecer, porque nada em ti sou eu um nada cheio de ti. Toda eu me contradigo e contínuo porque não sei se te amo porque te odeio ou se te odeio por tanto te amar. Tão vazia de tudo e tão mais  cheia dos teus silêncios.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O vazio.

E aquela frase parecia o titulo da minha vida ‘estou tao cheia de me sentir vazia’. Tão eu. Não serei eu capaz de me sentir vazia com tanto? Mas que tanto é esse? Um tanto nada, meu tudo que me deixa tão cheia. O vazio está a consumir-me, já não suporto o tao triste do meu riso, o falso brilho nos olhos. Acredito que não haja nada pior que não sentir e querer. As borboletas na barriga, as pernas a tremer e os calafrios de uma paixão, os abraços apertados repletos de proteção, o ciume miudinho.. tudo tão fácil de sentir mas o mais difícil são aqueles olhares intensos, aqueles sorrisos envergonhados, o sentir-se pertencente a alguém e o mais incrível, nem notar o quão apaixonado se está mesmo com aquele sorriso bobo estampado na cara, mesmo a noite não tendo sono porque a realidade é melhor que o sonho, mesmo quando aquele ‘bom dia’ transforma um dia normal num de entre tantos especial porque aquela pessoa nos tem no pensamento.. Oh e quando isto não acontece, quando não somos especiais, ai a gente caí, agarra o urso de peluche e chora no colo quase implorando para que alguém repare que um carinho faz falta, pior é que ninguém vai reparar mesmo tu gritando ao mundo o tão mal que estás, nem aquela amiga se vai preocupar contigo como tu te preocuparias se ela assim estivesse. Limpas as tuas lágrimas como limpaste as dos outros e queres fechar os olhos, eu quero, e o meu pestanejar é de quase 5 minutos e revejo o quão vazia eu estou, aqui deitada no colo do peluche a chorar incontrolavelmente e a querer e sonhar porque no sonho tudo pode acontecer ate o vazio virar tao cheio desejado. Falta-me aquele ‘boa noite, ate amanha’ tão simples que parece, e a tamanha falta que faz ao ponto de eu esperar por ele mesmo sabendo que não vai chegar, eu espero e vou dormindo de meia em meia hora e verifico se alguém se preocupou em lembrar-se de mim. Aquele ‘bom dia’ brilhava em qualquer dia de chuva e mais que o sol esse brilho não chega mais, mas eu espero exatamente no mesmo sitio que antes, só que agora amor, eu sei o quanto doi a ida e sei que se voltar um dia se vais e vai doer mais. Um só beijo cura toda a minha dor. Quero aquele carinho, preciso daquele amor.