Como uma personagem de livro que tem a vida perfeitamente planeada pelo autor pensei tambem ter a minha, planeada por mim. vejo-me agora desamparada por não saber se parar de sentir ou lutar pelo que sinto mesmo sabendo que não irá correr bem, o autor poderia tentar e mesmo que não desse certo a personagem sofria mas o final seria feliz, agora e aqui sou eu que sofro pela indecisão. Se por um lado está o seguro de não arriscar e continuar a esconder o sentimento que tão explicito está no meu olhar não interpretado, pelo outro está o querer poder abraçar e demostrar o que sinto. Esta indecisão consome-me, sufoca-me que quase mata. Toda a minha insónia tem tanto de ti, toda eu tenho de ti aquilo que nunca tive, um tanto nada. És um quase nada tão tudo em mim é estranho quase que estúpido porque com tao nada como tu eu fazia o mundo. Tu e eu tão juntos gostei que repeti, são dois pronomes tão nós que até gostava que estivéssemos assim, não é para acontecer, porque nada em ti sou eu um nada cheio de ti. Toda eu me contradigo e contínuo porque não sei se te amo porque te odeio ou se te odeio por tanto te amar. Tão vazia de tudo e tão mais cheia dos teus silêncios.

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